Igreja repleta no lançamento do CD “Missa Brevis” de João Gil por Cantate

Luís Represas, Manuel Rebelo, João Gil, Pe.João Aguiar Campos, Diana Vinagre, Manuel Paulo

Apesar da chuva e do mau tempo, mais de 300 pessoas encheram ontem a Igreja de S. Roque para assistir à apresentação do novo álbum de João Gil e dos Cantate e escutar pela primeira vez os sons e as vozes de “Missa Brevis”.

O compositor da obra, João Gil, revelou que o Missa Brevis “nasceu de um impulso”, de uma inquietação sobre as questões essenciais “Quem somos? Quem habita em nós?”. Para o músico dos Trovante e da Ala dos Namorados, para este impulso contribuiu certamente a educação cristã que recebeu e a música do irmão José Alberto Gil, compositor com quem partilhava o quarto.

Este CD quer contribuir para que haja mais tolerância, para que praticantes e não praticantes se entendam. Neste novo tempo difícil que aí vem, esta Missa Brevis quer dar leveza, porque há mais qualquer coisa que as dificuldades, que a sobrevivência” e através deste projecto musical de cariz religioso os Cantate começaram “a criar algo para fazer pontes”, resumiu João Gil.

Durante cerca de 30 minutos os Cantate – João Gil, Luís Represas, Manuel Rebelo, Manuel Paulo e Diana Vinagre – cantaram e encantaram mais de 300 pessoas com os temas “Entrada”, ”Aleluia”, “Pater Noster”, “Agnus Dei“ e “Saída”.

O Cónego João Aguiar Campos, presidente do Conselho de Gerência da Renascença, que apoia o lançamento de “Missa Brevis”, confessou que inicialmente acolheu o desejo de João Gil com “uma reticente curiosidade e depois, pouco a pouco, com alegre curiosidade”. Ao ouvir as músicas e ao partilhá-las, apercebeu-se que o CD era uma forma de oração e nele cresceu esta certeza: “é possível que quem anda à procura me ajude a encontrar”, realçando que todos os que buscam a Deus se encontrarão “no mesmo caminho de peregrinos.”

O envolvimento da Renascença neste projecto de João Gil prende-se com o Ano da Fé, decretado pelo Papa Bento XVI, pelo que a fé se exprime também através da arte e da música. O Cónego recordou as palavras do Papa João Paulo II: “Toda a forma autêntica de arte é, a seu modo, um caminho de acesso à realidade mais profunda do homem e do mundo. E, como tal, constitui um meio muito válido de aproximação ao horizonte da fé, onde a existência humana encontra a sua plena interpretação.” (in Carta aos Artistas do Papa João Paulo II) e do Papa Bento XVI: “não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus” (in Carta Apostólica Porta Fidei).

O CD estará à venda a partir de 2 de Novembro nos locais habituais e tem um custo de 11 Euros.

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